Infelizmente li a reportagem do Sr. Cmt Geral da PMERJ no jornal O DIA de 12 Jul 09, e acredito que como eu, outros também o acharam contraditório em suas declarações.
Senão, vejamos: quanto ao item que fala a respeito de que o mesmo é a favor das Unidades Pacificadoras (Cidade de Deus), dizendo que são necessárias para garantir a presença do Estado no local, ao mesmo tempo desativa o DPO do Turano, área do 6º BPM. Então, aqueles moradores não precisam da presença do Estado ? Os moradores não possuem os mesmos direitos dos outros cidadãos ? Por que, ao invés de desativar o DPO, não se criou uma Unidade Pacificadora, utilizando-se o DPO como base de operações ?
Sobre o efetivo que o Cmt quer recuperar, porque ninguém fala dos Oficiais e Praças que se encontram em destinos diversos para o qual prestaram concurso público (eles não prestaram concurso para Guarda Municipal, Agente de Segurança, Comlurb, bibliotecário, Segurança de Autoridades, etc, etc... e etc..., – não desmerecendo aqueles profissionais - MAS ELES PRESTARAM CONCURSO PARA SEREM POLICIAIS – então, que abracem a carreira para a qual prestaram prova).
Quanto a questão salarial, não adianta ser discutida quando o Sr. Governador achar conveniente, mas, como os demais trabalhadores, o funcionário público ficaria mais aliviado se tivesse uma data certa de reposição salarial, o que garante, mesmo que mal e porcamente, que o trabalhador da iniciativa privada fique sabendo que, naquela época do ano, seu salário irá tentar recompor as perdas com a inflação. Não precisa ser economista para verificar que o preço do arroz, do feijão, do óleo, da carne e dos demais produtos de consumo diário, oscilam, de tempos em tempos, basta ir ao supermercado, e, nunca, eu disse nunca, baixam de preço. Então, mais do que justo repor as perdas salariais do trabalhador, aqui se enquadrando os funcionários públicos.
Outra coisa que intriga a todos é: porque o Estado não possui um Plano de Segurança de longo prazo (a Educação e a Saúde possuem), e somente aparecem planos de curta duração, quando estes sequer iniciam e se desenrolam até o seu meio, quando são interrompidos, pois o Governo do Estado ( o Governador está no poder por 4 anos, enquanto os Policiais de carreira ficarão 30 anos desempenhando suas funções ), quando tem que dar satisfação à imprensa, somente faz uma “dança das cadeiras” com os oficiais, no intuito de tentar melhorar um pouco a imagem do Governo.
Li, também no jornal O DIA, não me recordo a data, que o Cmt Geral, à época o Cel Pitta, quando das comemorações dos “200 anos da PMERJ”, estava protelando quanto ao envio de representantes à ALERJ, a fim daquela casa prestar as devidas homenagens à Corporação ( ou será que aquele oficial, à época, não estava muito satisfeito com nossos representantes, que queriam “tirar uma casquinha” com o evento, aparecendo na mídia e guardando tal imagem para futuras propagandas eleitoreiras, mas não falavam patavinas sobre aumento salarial para a tropa ? ). Lembrando que o Sr. Pitta, apesar de jurar obediência à pessoa do Governador do Estado, pertencia à turma dos “Barbonos”, mas foi fiel ao papel que desempenhava, como bom militar. Bem, não sei que desfecho teve, se foi feita a homenagem ou não, pois que não acompanhei no noticiário.
Engraçado, que quando se fala em aumento salarial para o funcionário público (na realidade REPOSIÇÃO SALARIAL), ninguém quer ir à frente, porém quando se fala em licitação, obras públicas e outros congêneres, que envolvem milhões de reais, aí sim, todos querem apadrinhar a causa. Será que é porque, quando se trata de folha salarial, os nosssssosssss (parecem cobras) queridos representantes não podem fazer muitas falcatruas, e quando é licitação, obras públicas e outros congêneres aí a roubalheira come solta ?????? Será ?????
